domingo, 12 de fevereiro de 2012

Whitney Houston: O en-canto que se cala.

    É muito triste, contemplar mais uma vez, uma jovem vida, um talento que se perde, vencido pelo vício, uma fraqueza que domina e subjuga, a fama, o dinheiro, o talento, e por fim, a vida.
    Fui tantas vezes arrebatado nos sentidos, de uma maneira sublime e quase angelical, pela bela voz da "Diva do PoP Americano". Essa voz vai estar sempre aos ouvidos dos incontáveis fãs, assim como foi, em seu auge. Isso é indiscutível.
    Mas também é certo que a tristeza será o sentimento que ficará na memória de todos os amantes da boa música, da deteriorização do humano, da filha, mãe, amiga, mulher. O mundo assistiu o auge de uma carreira vitoriosa e de um talento acima da média, mas com a mesma velocidade, o declínio que culminou na falência de uma vida.
    Lamentável, sem dúvida, porém nos mostra mais uma vez, o perigo dos caminhos inseguros que a vida nos propõe, sejamos famosos ou anônimos, mas não menos humanos, não menos importantes. Donos de nossa vida, cada um ao seu modo, seja no assentar de um tijolo, na operação de um fogão em uma pseudo-residência, ou frente aos holofotes da glamorosa Holywood. O valor da vida se equivale, nos torna semelhantes, sem um grau maior ou menor de importância. Assim como Whitney, tantas vidas se perdem nas cracolândias do mundo, algumas nem tanto anônimas, ex-modelos, funcionários públicos, artistas, mas sobretudo vidas. A Diva fez-se ouvir por sua bela voz, nos encantou com seu grito sonoro, assim ela tantas vezes pediu socorro, mas ganhou apenas aplausos. Uma voz ouvida, no meio de tantas pedindo o mesmo socorro, mas que não conseguem ser ouvidas.
    Mais uma vez, lamento por ela, mas temos dela o privilégio de sua voz gravada, a qual podemos, embora com um sentimento nostálgico, ouvir quando bem quisermos. Lamento mais uma vida, em meio a tantas outras vidas que continuamos a perder. Lamento por um mundo pior.
    Whitney começou cantando em uma Igreja Batista, e por ironia do destino, sua última canção em público foi em uma festa, numa gravação de imagem não muito legal, onde quase não se reconhece sua antes majestosa voz, cantando um trecho de uma de suas não tão famosas canções: ‘Yes, Jesus Loves Me’ (Sim, Jesus Me Ama), cantada na noite anterior de sua morte.



Um comentário:

  1. Amo essa voz, já que ela se foi, ficou perpetuada em nossos corações, era divina, única, insubstituível, magistral emoção era o seu canto!
    Excelente texto...
    Estou no beco
    Esperança

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