sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Feliz Natal, com aplausos ao “Coral de Rua” – Uma verdadeira lição para nossa casa.


Aos amigos, companheiros, parceiros, colegas, figurantes...
            Figurantes... considero os que apenas passam pelo dia a dia, ou por um momento em nossa vida. Sabem ou não sabem nosso nome, aos quais notícias nossas não causam nenhum efeito, ou se causam, são breves e passageiros.
            Colegas... participam de confraternizações, estão em muitas das nossas fotos, sabem nosso nome, ou melhor, escrevem nas fotos para não esquecerem quando o tempo se vai. Notícias de nossa vida podem alegrar-lhes ou entristecer-lhes por momentos. Geralmente as sabem através de outros.
            Parceiros... não esquecem nosso nome, compartilham alguns momentos de nossas vidas, sabem de nossas vidas através da convivência. Dividem alegrias, tristezas e essa parceria pode durar em tempo determinado ou indeterminado.
            Amigos... ah.... amigos... qual poucos são em longos anos de uma vida breve. Geralmente, em várias décadas contamos todos em apenas uma mão, quem chega a contar em duas... é um privilegiado, Prêmio Nobel da Amizade... ou, viveu enganado! Sim, existem pessoas que para conseguirem tão almejado título de amigo, contentam-se em enganar e serem enganados – se é que isso é possível – durante poucos e pífios momentos de contentamento.
            Os amigos transcendem, são irmãos de alma, superam toda expectativa. São cheios de falhas que nos atraem e qualidades que nos consolam. São como a capa do livro de nossas vidas... não nos ofuscam, atraem atenção para nós, mas não revelam nossos segredos. Protegem as páginas de nossas vidas, mesmo as piores, mesmo quando amareladas. Acompanham o início e vão até a última página. Não podem ser comprados, nem negociados, mas são de um valor imenso, incontável.

            É chegado o fim da mais um ano. Somos levados instintivamente a uma reflexão, cuja profundidade varia de acordo com a consciência e valores, que agregamos ou são “agregados” à nossa vida.
            Essa reflexão, embora extremamente útil, só é fundamental se houver uma proposição que leve em consideração os erros, acertos, objetivos, começos, fins e afins de nossos atos, relacionamentos, conclusões, inconclusões. Os momentos em que fomos de heróis a vilões em frações de segundos, ou que resolvemos insistir no papel principal do bandido, já que em nossa nova “dimensão” social, a(o) “mocinha(o)” acabam sempre com o vilão, que sempre consegue surfar nas águas da impunidade e torna-se a imagem principal, ou preferida, dos suspiros e pseudoorgasmos da alma dos que buscam nele(a) a plena realização da maldade que ocultam em um canto gótico de sua vida interior, sufocada pela defesa de uma boa imagem, que disfarce de um tom angelical a arte demoníaca de viver. E não se surpreenda, todos vivemos um pouco desse papel, gregos ou troianos, católicos ou protestantes, petistas ou tucanos, gnus ou crocodilos, corinthianos ou anticorinthianos!
            Mas, enfim, todos buscam uma realização, seja ela qual for, basta que lhe agrade e preencha o vago apelo do ego. É olhar no espelho e dizer: eu.... e sorrir, sinistro ou bonachão!
            Assim, eu desejo sinceramente, que seus desejos, sonhos e projetos se realizem. Vale a pena pensar assim em mais um ano que se inicia. Sejam quais forem os planos, eles sempre existem, e todo início traz consigo novas possibilidades, de viver o que já existe, ou de existir algo de “novo”. Recebemos a cada fim de uma etapa, caneta, lápis, papel e uma borracha. Com esses elementos temos por um breve momento, o poder - tão desejado, disputado, independente de sua extensão ou dimensão - de escolher o nosso projeto para o novo ano que surge. Nossas escolhas e atitudes, independente de nossa posição, classe social, grau de instrução, gênero ou etnia, sempre vão direta ou indiretamente afetar, uma vida, duas, três, centenas, milhares...
            Devemos perceber que a “realização” tem um valor subjetivo, mas, ela não existe se não causar algo em, ao menos, outra vida, outro ser, animado ou inanimado. Sinceramente, desejo que haja realizações em sua vida, assim como na minha, mas que possam trazer um grande benefício (ou pequeno).
            Que em 2012 possamos doar mais, para receber mais, aumentar o número de sorrisos, de abraços, de beijos... ser mais verdadeiros, sinceros. Sair um pouco de nossas cavernas, sem medo que alguém roube a caça que consideramos nossa! Sem medo de sermos feridos,
            Que possamos enxergar o próximo, sem a demagogia da perfeição, para compartilhar aquilo que ganhamos, com os que a vida concedeu menos. Há tantos que nos admiram, e que na sua simplicidade e desfavorecimento(aos nossos olhos), seriam aliados valorosos na busca de uma vida melhor, de um lar melhor, de um ambiente de trabalho melhor, de um mundo melhor, mas, simplesmente os “empurramos” com nossas poderosas retroescavadeiras nos “lixões” da vida, assim como os operadores fazem nos depósitos daquilo que não é mais considerado útil, do que chamamos de lixo, aquilo que passou por nossas, mãos, nossa casa, e que não mais fazem parte de nosso interesse. Assim “limpamos” o terreno ao nosso redor e amontoamos o lixo, bem longe de nós (acreditamos), tornando nosso mundo mais suportável, ou, ecologicamente sustentável. Mas até nos “lixões” alguns encontram o indispensável sustento para sua precárias vidas, e em meio a tanto lixo(objetos descartados pela inutilidade) germinam sonhos.
            O especial de fim de ano "Coral de Rua", que a Record exibiu na noite desta quinta-feira (22), teve altos índices de audiência e comprova um pouco, do muito que a realidade das ruas, e do nosso mundo se revela no oculto de becos e de vidas que se perderam em meio à realizações!
            Próximo, bem próximo a nós, existem vidas, e pelo menos uma, duas, três... serão diretamente afetadas pelas escolhas dos nossos planos e realizações. Pense, recomece, mude os planos e faça... não é difícil, mas temos de começar, e nada melhor o ano que se inicia. Deixe de lançar no outro, a culpa pelo seu fracasso, insucesso, pela sua dor. Compartilhe suas vitórias, seus êxitos e haverá mais alegria ao seu redor. A inveja sempre existirá, quer você compartilhe ou não, é como uma erva daninha no jardim. Ela pode cercar a roseira, até encobrir sua beleza, mas não pode anular o seu perfume.
            Um bom natal pra você e toda a sua família, e um ano pleno de realizações! Ame muito, sempre, você é rico, feliz e pode ser amigo ou ter pelo menos um amigo. Basta compartilhar.
            Volto a dizer... que seus sonhos e planos se realizem e, se o seu plano não for me matar(rsrsrs)... que os meus se realizem também! Feliz Natal e um pleno 2012!!!
                                                                                          Abraços!             Rubens.