Whitney Houston foi a queridinha da indústria musical americana de
meados dos anos 1980 ao fim dos 90. Mas, depois de anos no topo, sofreu
uma queda espetacular.
A cantora e atriz morreu neste sábado, aos 48 anos, em Los Angeles,
em um quarto de hotel em Beverly Hills. As causas ainda estão sendo
investigadas.
Sua imagem serena, que combinava com sua voz majestosa, foi
destroçada por relatos de abuso de drogas nos anos finais de sua
carreira.
Whitney nasceu com genes musicais fora do comum: era filha da cantora
gospel Cissy Houston, prima da diva pop Dionne Warwick e afilhada de
Aretha Franklin.
Aos cinco anos, Whitney começou a cantar música gospel em uma igreja
batista. Também passou sua juventude fazendo o backing vocal para
artistas como Chaka Khan, Lou Rawls e para sua própria mãe.
Foi descoberta em uma casa noturna de Manhattan, Nova York, por um
executivo da Arista Records, Clive Davis. Aos 19 anos, ela foi
praticamente recrutada na hora pela gravadora.
Primeiro álbum
Davis escolheu renomados compositores para escreverem as canções do
primeiro álbum de Whitney. Quando este foi lançado, em 1985, tornou-se o
mais vendido entre os álbuns de artistas iniciantes.
Dele saíram vários hits, incluindo You Give Good Love, The Greatest Love of All e a canção vencedora do Grammy Saving All My Love for You.
Whitney teve sete singles consecutivos no primeiro lugar das paradas de sucesso dos EUA, superando uma marca dos Beatles.
No final dos anos 1980, ela já havia se tornado uma das artistas mais
vendidas do mundo e a cantora soul mais bem-sucedida da história.
Sua poderosa voz também lhe rendeu sucessos em Hollywood. Em 1992, ela estrelou O Guarda-Costas, filme lucrativo que novamente a colocou no topo das paradas com a canção-tema I Will Always Love You, originalmente de Dolly Parton.
Mas seu papel de estrela da música em O Guarda-Costas acabou se tornando parecido demais com sua própria vida.
Começaram os rumores de que Whitney havia desenvolvido uma
"mentalidade de diva", era difícil de lidar e cada vez menos pontual em
seus compromissos.
Casamento problemático
Whitney voltou à tela dos cinemas em 1995 e 96 com os filmes Falando de Amor e Um Anjo em Minha Vida, que também derivaram em álbuns de trilhas sonoras.
Mas a essa altura ela havia começado a usar excessivamente drogas
como cocaína, maconha e medicamentos - foi quando os hits pararam de
surgir.
Seu comportamento ficou cada vez mais errático. Em 1992, ela havia se
casado com o cantor de hip-hop Bobby Brown, com quem teve a filha Bobbi
Kristina, mas a relação tumultuosa entre marido e mulher se tornou um
espetáculo público.
O casal se divorciou em 2007, e Whitney ficou com a guarda da filha.
Aos poucos, a voz da cantora, antes cristalina, foi ficando áspera e
rouca. Ela já não conseguia chegar às notas musicais altas que lhe
haviam alçado à fama.
Whitney internou-se duas vezes em clínicas de reabilitação até
declarar-se livre do vício, em 2010. Mas, no meio tempo, ela faltou a
shows e foi flagrada portando drogas em um aeroporto.
Em 2001, durante um show de tributo a Michael Jackson, ela estava tão magra que no dia seguinte surgiram rumores de sua morte.
Em 2002, em entrevista à jornalista americana Diane Sawyer, Whitney
declarou: "Meu maior demônio sou eu mesma. Ou sou minha melhor amiga, ou
minha pior inimiga".
A cantora ensaiou um retorno à cena musical em 2009, com o álbum I Look to You, mas o show criado para promover o disco fracassou.
Ainda assim, a voz de Whitney "tem moldado (o estilo) das intérpretes
femininas pelos últimos 30 anos", na opinião do jornalista musical Paul
Gambaccini.
No final das contas, disse ele à BBC, Whitney se tornou vítima de um
"declínio autoadministrado". "(A morte da cantora) é uma tragédia, uma
vida perdida e um grande talento desperdiçado", agregou.
Fonte: Portal R7 http://entretenimento.r7.com/musica/noticias/whitney-houston-os-altos-e-baixos-de-uma-estrela-da-musica-20120212.html
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