rubinhovg
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Tempos de crise.
"Tempos difíceis"? Esse termo eu ouço desde muito menino, e olha que são décadas passadas! Não tantas, mas... algumas.
Mas o que realmente mudou aos meus antes pequenos olhos, hoje cansados olhos?
Eu não entendia muito bem algumas coisas, mas obedecia a maioria delas, pois acreditava que era sempre o melhor a fazer, pois essas "coisas" sempre vinham com o endereço remetente de pessoas que significavam muito pra mim. Que assentavam à volta da mesa em alguns fins de semana e, principalmente, no final do ano... ah... o final do ano!!!
Aos meus avós sempre tive muito respeito, admiração. Como eram especiais!!! Meus pais, a quem nunca ousei responder, não apenas por temer umas boas palmadas, que viriam com certeza, mas pelo simples fato de que meu coração não permitia! Minha Tia, me carregava pra lá e pra cá, me dava alguns, não poucos, puxões de orelha, figuradamente, me permitam, mas sempre me levava pra cá e pra lá. Lembranças e saudades eternas.
Eu sempre obedeci, em quase tudo, repito, mas em maior parte. Não questionava, pois eles eram algo que eu não compreendia com meus pequenos olhos, mas sentia imensamente com o coração. Sentia seu amor, seu carinho, e isto transferiu-se a uma autoridade, não imposta, mas cativada.
Hoje compreendo, ainda de tudo não entendo, mas sei que mesmo sem entendimento completo, o que foi, foi bom, e fez de mim um homem. Nunca me fez mal, nem me traumatizou. Eu aprendi a respeitar, obedecer, considerar, perdoar, amar... e quando teimei, teimei mesmo de minha própria teimosia, mas sempre limitada pela autoridade do amor. Isso fez com que navegasse por tempestades, sem me esquecer o caminho do porto seguro.
Assim, através deles, obedeci professores, inspetores, diretores, chefes, patrões, e olhem que cometi não poucas insubordinações!!! Mas sempre num limite em que eu pudesse alcançar o porto seguro.
Assim hoje, como Capitão do Porto Seguro, transmito a filhos, sobrinhos, alunos e futuramente netos.
Uma sociedade mais justa se constrói com reivindicação, muitas vezes com luta, mas sem perder de vista o porto da dignidade, do respeito, da valorização, da humanidade. Eu não posso manchar meu discurso de igualdade, fraternidade, por ocultar cabeças decepadas e corações dilacerados em meus bolsos.
Se queremos uma juventude sóbria em valores, devemos ser sinceros com ela. Palmadas sim, e muitas, porém eles devem ter a certeza de que quando caírem, essa mesma mão estará ali para auxiliá-los.
Pais são os primeiros e maiores responsáveis por seus filhos, porém, só comanda bem o capitão que está no navio e que é visto no leme da embarcação, principalmente nos momentos de tempestade. Esse é para o quem todos olham nos piores momentos da jornada, procurando sua liderança e seu apoio.
Se queremos filhos melhores, temos que construir pais melhores.
Essa relação de afeto e respeito não se compra com presentes. O que se compra com presentes é apenas interesse. Também não significa bajular e proteger de todos os detalhes da vida, mas que a palmatória esteja de mãos abertas nas quedas. De preferência bem perto, pra falar aos ouvidos: você pode levantar, você pode vencer.
Quando eu dizia para alguém: "não posso, pois minha mãe não deixa..." eu dizia com convicção e orgulho, pois era a desculpa mais verdadeira que eu poderia dar para aquilo que eu não desejava fazer. Hoje, se essa frase for dita, é por muita, muita imposição e opressão ditatorial maternal. E será pronunciada com muita vergonha.
Meu pai não podia me dar presentes, mas eu adorava o cheiro da pasta onde ele carregava sua marmita para o trabalho, e não via a hora, sempre noturna, de sentir esse cheiro chegando na cozinha de casa.
Se eles estivessem aqui ainda, eu os obedeceria, sempre, mesmo não compreendendo totalmente, mas obedeceria, pois sempre foi o melhor que carreguei comigo, apesar de todas as minhas teimosias.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Whitney Houston: O en-canto que se cala.
É muito triste, contemplar mais uma vez, uma jovem vida, um talento que se perde, vencido pelo vício, uma fraqueza que domina e subjuga, a fama, o dinheiro, o talento, e por fim, a vida.
Fui tantas vezes arrebatado nos sentidos, de uma maneira sublime e quase angelical, pela bela voz da "Diva do PoP Americano". Essa voz vai estar sempre aos ouvidos dos incontáveis fãs, assim como foi, em seu auge. Isso é indiscutível.
Mas também é certo que a tristeza será o sentimento que ficará na memória de todos os amantes da boa música, da deteriorização do humano, da filha, mãe, amiga, mulher. O mundo assistiu o auge de uma carreira vitoriosa e de um talento acima da média, mas com a mesma velocidade, o declínio que culminou na falência de uma vida.
Lamentável, sem dúvida, porém nos mostra mais uma vez, o perigo dos caminhos inseguros que a vida nos propõe, sejamos famosos ou anônimos, mas não menos humanos, não menos importantes. Donos de nossa vida, cada um ao seu modo, seja no assentar de um tijolo, na operação de um fogão em uma pseudo-residência, ou frente aos holofotes da glamorosa Holywood. O valor da vida se equivale, nos torna semelhantes, sem um grau maior ou menor de importância. Assim como Whitney, tantas vidas se perdem nas cracolândias do mundo, algumas nem tanto anônimas, ex-modelos, funcionários públicos, artistas, mas sobretudo vidas. A Diva fez-se ouvir por sua bela voz, nos encantou com seu grito sonoro, assim ela tantas vezes pediu socorro, mas ganhou apenas aplausos. Uma voz ouvida, no meio de tantas pedindo o mesmo socorro, mas que não conseguem ser ouvidas.
Mais uma vez, lamento por ela, mas temos dela o privilégio de sua voz gravada, a qual podemos, embora com um sentimento nostálgico, ouvir quando bem quisermos. Lamento mais uma vida, em meio a tantas outras vidas que continuamos a perder. Lamento por um mundo pior.
Whitney começou cantando em uma Igreja Batista, e por ironia do destino, sua última canção em público foi em uma festa, numa gravação de imagem não muito legal, onde quase não se reconhece sua antes majestosa voz, cantando um trecho de uma de suas não tão famosas canções: ‘Yes, Jesus Loves Me’ (Sim, Jesus Me Ama), cantada na noite anterior de sua morte.
Whitney Houston: Os altos e baixos de uma estrela da música
Whitney Houston foi a queridinha da indústria musical americana de
meados dos anos 1980 ao fim dos 90. Mas, depois de anos no topo, sofreu
uma queda espetacular.
A cantora e atriz morreu neste sábado, aos 48 anos, em Los Angeles, em um quarto de hotel em Beverly Hills. As causas ainda estão sendo investigadas.
Sua imagem serena, que combinava com sua voz majestosa, foi destroçada por relatos de abuso de drogas nos anos finais de sua carreira.
Whitney nasceu com genes musicais fora do comum: era filha da cantora gospel Cissy Houston, prima da diva pop Dionne Warwick e afilhada de Aretha Franklin.
Aos cinco anos, Whitney começou a cantar música gospel em uma igreja batista. Também passou sua juventude fazendo o backing vocal para artistas como Chaka Khan, Lou Rawls e para sua própria mãe.
Foi descoberta em uma casa noturna de Manhattan, Nova York, por um executivo da Arista Records, Clive Davis. Aos 19 anos, ela foi praticamente recrutada na hora pela gravadora.
Primeiro álbum
Davis escolheu renomados compositores para escreverem as canções do primeiro álbum de Whitney. Quando este foi lançado, em 1985, tornou-se o mais vendido entre os álbuns de artistas iniciantes.
Dele saíram vários hits, incluindo You Give Good Love, The Greatest Love of All e a canção vencedora do Grammy Saving All My Love for You.
Whitney teve sete singles consecutivos no primeiro lugar das paradas de sucesso dos EUA, superando uma marca dos Beatles.
No final dos anos 1980, ela já havia se tornado uma das artistas mais vendidas do mundo e a cantora soul mais bem-sucedida da história.
Sua poderosa voz também lhe rendeu sucessos em Hollywood. Em 1992, ela estrelou O Guarda-Costas, filme lucrativo que novamente a colocou no topo das paradas com a canção-tema I Will Always Love You, originalmente de Dolly Parton.
Mas seu papel de estrela da música em O Guarda-Costas acabou se tornando parecido demais com sua própria vida.
Começaram os rumores de que Whitney havia desenvolvido uma "mentalidade de diva", era difícil de lidar e cada vez menos pontual em seus compromissos.
Casamento problemático
Whitney voltou à tela dos cinemas em 1995 e 96 com os filmes Falando de Amor e Um Anjo em Minha Vida, que também derivaram em álbuns de trilhas sonoras.
Mas a essa altura ela havia começado a usar excessivamente drogas como cocaína, maconha e medicamentos - foi quando os hits pararam de surgir.
Seu comportamento ficou cada vez mais errático. Em 1992, ela havia se casado com o cantor de hip-hop Bobby Brown, com quem teve a filha Bobbi Kristina, mas a relação tumultuosa entre marido e mulher se tornou um espetáculo público.
O casal se divorciou em 2007, e Whitney ficou com a guarda da filha.
Aos poucos, a voz da cantora, antes cristalina, foi ficando áspera e rouca. Ela já não conseguia chegar às notas musicais altas que lhe haviam alçado à fama.
Whitney internou-se duas vezes em clínicas de reabilitação até declarar-se livre do vício, em 2010. Mas, no meio tempo, ela faltou a shows e foi flagrada portando drogas em um aeroporto.
Em 2001, durante um show de tributo a Michael Jackson, ela estava tão magra que no dia seguinte surgiram rumores de sua morte.
Em 2002, em entrevista à jornalista americana Diane Sawyer, Whitney declarou: "Meu maior demônio sou eu mesma. Ou sou minha melhor amiga, ou minha pior inimiga".
A cantora ensaiou um retorno à cena musical em 2009, com o álbum I Look to You, mas o show criado para promover o disco fracassou.
Ainda assim, a voz de Whitney "tem moldado (o estilo) das intérpretes femininas pelos últimos 30 anos", na opinião do jornalista musical Paul Gambaccini.
No final das contas, disse ele à BBC, Whitney se tornou vítima de um "declínio autoadministrado". "(A morte da cantora) é uma tragédia, uma vida perdida e um grande talento desperdiçado", agregou.
Fonte: Portal R7 http://entretenimento.r7.com/musica/noticias/whitney-houston-os-altos-e-baixos-de-uma-estrela-da-musica-20120212.html
A cantora e atriz morreu neste sábado, aos 48 anos, em Los Angeles, em um quarto de hotel em Beverly Hills. As causas ainda estão sendo investigadas.
Sua imagem serena, que combinava com sua voz majestosa, foi destroçada por relatos de abuso de drogas nos anos finais de sua carreira.
Whitney nasceu com genes musicais fora do comum: era filha da cantora gospel Cissy Houston, prima da diva pop Dionne Warwick e afilhada de Aretha Franklin.
Aos cinco anos, Whitney começou a cantar música gospel em uma igreja batista. Também passou sua juventude fazendo o backing vocal para artistas como Chaka Khan, Lou Rawls e para sua própria mãe.
Foi descoberta em uma casa noturna de Manhattan, Nova York, por um executivo da Arista Records, Clive Davis. Aos 19 anos, ela foi praticamente recrutada na hora pela gravadora.
Primeiro álbum
Davis escolheu renomados compositores para escreverem as canções do primeiro álbum de Whitney. Quando este foi lançado, em 1985, tornou-se o mais vendido entre os álbuns de artistas iniciantes.
Dele saíram vários hits, incluindo You Give Good Love, The Greatest Love of All e a canção vencedora do Grammy Saving All My Love for You.
Whitney teve sete singles consecutivos no primeiro lugar das paradas de sucesso dos EUA, superando uma marca dos Beatles.
No final dos anos 1980, ela já havia se tornado uma das artistas mais vendidas do mundo e a cantora soul mais bem-sucedida da história.
Sua poderosa voz também lhe rendeu sucessos em Hollywood. Em 1992, ela estrelou O Guarda-Costas, filme lucrativo que novamente a colocou no topo das paradas com a canção-tema I Will Always Love You, originalmente de Dolly Parton.
Mas seu papel de estrela da música em O Guarda-Costas acabou se tornando parecido demais com sua própria vida.
Começaram os rumores de que Whitney havia desenvolvido uma "mentalidade de diva", era difícil de lidar e cada vez menos pontual em seus compromissos.
Casamento problemático
Whitney voltou à tela dos cinemas em 1995 e 96 com os filmes Falando de Amor e Um Anjo em Minha Vida, que também derivaram em álbuns de trilhas sonoras.
Mas a essa altura ela havia começado a usar excessivamente drogas como cocaína, maconha e medicamentos - foi quando os hits pararam de surgir.
Seu comportamento ficou cada vez mais errático. Em 1992, ela havia se casado com o cantor de hip-hop Bobby Brown, com quem teve a filha Bobbi Kristina, mas a relação tumultuosa entre marido e mulher se tornou um espetáculo público.
O casal se divorciou em 2007, e Whitney ficou com a guarda da filha.
Aos poucos, a voz da cantora, antes cristalina, foi ficando áspera e rouca. Ela já não conseguia chegar às notas musicais altas que lhe haviam alçado à fama.
Whitney internou-se duas vezes em clínicas de reabilitação até declarar-se livre do vício, em 2010. Mas, no meio tempo, ela faltou a shows e foi flagrada portando drogas em um aeroporto.
Em 2001, durante um show de tributo a Michael Jackson, ela estava tão magra que no dia seguinte surgiram rumores de sua morte.
Em 2002, em entrevista à jornalista americana Diane Sawyer, Whitney declarou: "Meu maior demônio sou eu mesma. Ou sou minha melhor amiga, ou minha pior inimiga".
A cantora ensaiou um retorno à cena musical em 2009, com o álbum I Look to You, mas o show criado para promover o disco fracassou.
Ainda assim, a voz de Whitney "tem moldado (o estilo) das intérpretes femininas pelos últimos 30 anos", na opinião do jornalista musical Paul Gambaccini.
No final das contas, disse ele à BBC, Whitney se tornou vítima de um "declínio autoadministrado". "(A morte da cantora) é uma tragédia, uma vida perdida e um grande talento desperdiçado", agregou.
Fonte: Portal R7 http://entretenimento.r7.com/musica/noticias/whitney-houston-os-altos-e-baixos-de-uma-estrela-da-musica-20120212.html
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